Não sei o que diga, não sei o que pense. Muito menos sei aquilo que deva fazer...
Pensei em sair. Não consegui.
Pensei em entrar. Ela não conseguiu.
Quando fizemos um ano e meio de uma vida que pensei que seria em conjunto.
Agora não sei nada. Cometeram-se muitos erros. Nós cometemo-los.
Não sei se seria bom um regresso, continuo a querer pensar que sim. As dúvidas e os condicionalismos ficariam para uma outra fase, quando a cabeça estivesse mais vazia de confusões, mas não houve oportunidade disso.
Se a vida acaba? Penso que não. Mas sinto-te a fugires de mim, a entregares-te aquilo a que sabes que nunca será bom, independentemente das doçuras e consolos do presente. Quanto mais te quis agarrar mais te consegui pôr a milhas.
Talvez não devesse ter feito nada. Provavelmente fosse melhor ter assistido, com a serenidade relativa que nunca se alcança, a um desfecho que penso que já vi.
Se voltava a dizer que sim quando quisesses voltar? É óbvio que sim. Os erros cometem-se, todos os cometemos. Os erros perdoam-se, nem todos os perdoamos e o pior é quando não nos conseguimos perdoar...
Perdoa-te. Segue o teu caminho. Mas perdoa-te. Conheço-te, sei como és e sei as dificuldades que permanecem em enfrentarmos o passado tentando caminhar em frente.
O caminho é sempre em frente. Sempre. Só temos de saber para que lado queremos ir e para onde nos viremos o que vemos é em frente.