segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um dia vou parar de chorar ao ouvir isto...




Acabou o arraial
folhas e bandeiras já sem cor
tal qual aquele dia em que chegaste
tal qual aquele dia meu amor
Pra que cantar
se longe já não ouves
o nosso canto ainda está na fonte
o nosso sonho nas estrelas do horizonte

Ainda nasce a lua nos moinhos
ainda nasce o dia sobre os montes
ainda vejo a curva do caminho
ainda os mesmos sons as mesma fontes
tu sabes meu amor não estou sozinho
pelas salas do silêncio em que te escuto
abro janelas ainda cheira a rosmaninho
vejo-me ao espelho ainda vejo luto


Mudanças

Não sei como é possível.

É verdade que em fases destas se vai do quente ao frio a uma velocidade estonteante.
Entre ontem e hoje vieram algumas certezas. São simples. Se alguém um dia as tiver de ter esse alguém não serei eu.
Será que me aguento assim quanto tempo?
A persistência dos erros dos outros leva a estas coisas... Serão erros? Penso que sim.
Há opções que sabemos à partida que não são boas. Depois de prová-las e quando nos queixamos temos quase a certeza de que são más. Também de lhes prova o doce, o bom, e isso pode fazer aguentar até anos. Mas eu sei de uma coisa, e não tenho o ego lá tão em cima, eu sou uma melhor opção. Senão para ti será para alguém que realmente o mereça.
Não vou dizer que um dia o vais entender, porque já o entendeste há muito. Persistes? Então força.

que estranha forma de vida

Não sei o que diga, não sei o que pense. Muito menos sei aquilo que deva fazer...
Pensei em sair. Não consegui.
Pensei em entrar. Ela não conseguiu.
Quando fizemos um ano e meio de uma vida que pensei que seria em conjunto.
Agora não sei nada. Cometeram-se muitos erros. Nós cometemo-los.
Não sei se seria bom um regresso, continuo a querer pensar que sim. As dúvidas e os condicionalismos ficariam para uma outra fase, quando a cabeça estivesse mais vazia de confusões, mas não houve oportunidade disso.
Se a vida acaba? Penso que não. Mas sinto-te a fugires de mim, a entregares-te aquilo a que sabes que nunca será bom, independentemente das doçuras e consolos do presente. Quanto mais te quis agarrar mais te consegui pôr a milhas.
Talvez não devesse ter feito nada. Provavelmente fosse melhor ter assistido, com a serenidade relativa que nunca se alcança, a um desfecho que penso que já vi.
Se voltava a dizer que sim quando quisesses voltar? É óbvio que sim. Os erros cometem-se, todos os cometemos. Os erros perdoam-se, nem todos os perdoamos e o pior é quando não nos conseguimos perdoar...
Perdoa-te. Segue o teu caminho. Mas perdoa-te. Conheço-te, sei como és e sei as dificuldades que permanecem em enfrentarmos o passado tentando caminhar em frente.

O caminho é sempre em frente. Sempre. Só temos de saber para que lado queremos ir e para onde nos viremos o que vemos é em frente.