quarta-feira, 31 de março de 2010

"Uma flor de verde pinho" - Diz muito...

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

domingo, 28 de março de 2010

No teu poema



No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro. 

segunda-feira, 22 de março de 2010

É bom sentir que somos alguma coisa de jeito...

O que faz falta

Um abraço em dias como o de hoje.
Força para continuar.
Sentir carinho expresso em gestos simples.
Não ter que dizer nada sendo o olhar a expressão do verbo.
Segredos ao ouvido, assim daqueles que arrepiam ;)
Ver em olhos alheios o desejo de estar comigo.
Não sentir desprezo.
Não haver tantas pedras no caminho.

Ciao

É um adeus sem olá...
Sem dramatismos. Com carinho: Ciao!
**

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cinzento...

É assim que se está depois de umas poucas horas de muita côr...

Sinto-me mal com o que se passou? Não... Voltava a fazer tudo outra vez.
Penso que se houve cor prende-se com o facto de estarmos cinzentos... E podemos ter cor outra vez. Não quero, e sei que não vou estragar nada.

Fizeste-me sentir vivo e eu a ti. Durante uns momentos unímo-nos e gostámos.

O teu sabor, percorrer o teu corpo, sentir os teus lábios a tocarem os meus. A tua mão a tocar-me o cabelo. Os nossos corpos juntos e em movimento...

Quisemos os dois. Sabíamos que se ia passar e fizemos acontecer.
Por mim acontecerá sempre que quisermos. É errado? Neste momento, para mim não existem esses limites quando há coisas mais fortes que nós e que nos aproximam.

Danças para mim outra vez? ;)

domingo, 14 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

I want to feel your skin with my lips

and draw your body with my touch...

terça-feira, 9 de março de 2010

E assim estamos hoje

Àguas
E pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão
Acordar
Àguas
Das fontes
calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

    Rios que vão dar ao mar Deixem meus olhos secar Àguas Das fontes calai Ó ribeiras chorai Que eu não volto A cantar
Àguas
Do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Àguas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar
    Rios que vão dar ao mar Deixem meus olhos secar Àguas Das fontes calai Ó ribeiras chorai Que eu não volto A cantar

domingo, 7 de março de 2010

:(

Já nada faz sentido...
Às vezes apetece dizer adeus...

Sai espírito mau!

Alguém me arranja um arranca-dores-de-alma por favor?
Isto nunca mais sai?...
Porra... Já começa a doer demais e durante tempo mais que suficiente...

terça-feira, 2 de março de 2010

A (última?) carta

Foi mais o passo do que o caminho.
Sabes que pensando em tudo hoje não é tanto o que se sente, não foi o
teres saído mas foi como o fizeste.
Se tenho saudades tuas? Penso que sim. Porque é que não estou bem?
Porque não estava à espera que fizesses isso, tu é que não o podias fazer...
Guardo-te carinho... Estás cá. Obrigado. Por favor não voltes.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quando?

Será que quando chegares vou perceber que és tu?
E vou ser capaz? Isso creio que não... Provavelmente deixar-te-ei fugir, não sou capaz, depois de tudo nem hoje nem amanhã serão dias para te agarrar e dizer-te o quanto te quero. Quero-te quando chegares mas não te posso ter. Vou ser capaz de amar outra vez mas já não vou saber ser amado.
É caso para um Adeus?

?

Será que ajudo?...

Sintonias e Timings

Tudo depende dos compassos... Interesse ou desinteresse são relativos e, sobretudo no teu caso, não me parece que seja isso que se passa. Será antes uma questão de sintonias.

Nem sempre, ou quase nunca, o par está em igual sintonia e isso pode ser um problema caso não se consiga aproveitar as forças das marés.

Quem me dera...

citando José Adelino Maltez

"O azul da bonança e o ar lavado do dia que renasce podem ajudar-me a esquecer os longos dias de cinzento que misturaram vida, doença e morte. Que novos sinais me tragam a força da terra que chega dos céus..."

in:
http://tempoquepassa.blogspot.com/2010/03/bom-dia-meus-irmaos-e-meus-amigos.html